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quinta-feira, 27 de novembro de 2008

27/11/2008 - Publicidade x Marketing x Design: Visão do filho da puta.



O atendimento chega para o diretor de arte e fala "Oi, tudo bem? Como está o humor hoje? Então, o Fulano do Hospital blablabla pediu para desenvolver um brinde para dar para os clientes vips". Sai da sala. O diretor de arte, que já fez algumas poucas peças para este cliente, olha para aquele imenso retângulo branco, olha para o atendimento que lhe deu as costas e saiu da sala. De repente o atendimento volta e fala "Ah, me esqueci. É pra amanhã ok? Beijinhos!". O diretor de arte faz uma agenda e uma arte (eu disse 'uma' não 'a' arte) e o diretor de criação vira e fala "Ow, ficou 'doidimais' véi!". O diretor de criação então, esgotado por ter saído da agência às 23h, ter chegado em casa a 1am e acordado às 6am para estar lá às 8am, envia as peças para o atendimento, que envia para o cliente, que aprova a peça e então é enviado aos clientes vips.

Como filho da puta que sou e sempre fui, o meu maior prazer é identificar falhas em processos e corrigí-los. Se são lentos, torná-los rápidos. Se são ineficazes, torná-los eficazes. Se são errados, torná-los certos. Sim, este é o papel de um filho da puta, mais precisamente EU. O maior inimigo do setor financeiro e do diretor da empresa que se refere à 'gargalo' utilizando erroneamente o termo 'gap'. Eu sou o filho da puta. Não corrijo pessoas, e sim processos. E faço isso BAMN (By any means necessary. Ridicularizando os termos utilizados em empresas como FYI 'For your information' ou outras babaquices como chamar os funcionários de colaboradores)

O que tem de errado na historinha que contei? Inicialmente nada. E vai continuar não tendo nada de errado, dependendo do ponto de vista. Se você é um diretor de arte, vai ficar puto porque vai ficar balançando a cabeça e falar "é isso mesmo que acontece! Tomar banho viu!?". O atendimento vai se sentir no direito de falar "Pô! O que que eu fiz de errado?". O diretor vai falar "ué, mas o trabalho foi feito". O cliente vai falar "ué, mas eu recebi um brinde e repassei para os meus consumidores VIPs". OK. ok. E o filho da PUTA do cara de marketing? Ele deve estar em um canto sentado na cadeira da sua sala, mordendo a tampa da caneta Bic colocada carinhosamente na bundinha da caneta para não perder, olhando para aquela agenda com os olhos fixos nas imagens e grafismos utilizados, e pensando: "Mas... o que isso tem a ver com o meu hospital?". O consumidor pega a agenda e diz "Hey! Ganhei um brinde lá do hospital. É uma agenda! Divanilde! Vem cá! Ta precisando de uma agenda? É 2009!".

BOOM! E então, toda a estratégia de marketing explode, como num atentado terrorista, matando milhares de pessoas. A imagem que tanto se custou a construir, evapora, e se restringe a um brinde que nem pro consumidor ficou, e sim, foi passado pra frente.

Drama? Exagero? Para nós do marketing e publicidade não.

Diariamente não medimos esforços para nos certificarmos de que estamos 1) criando o produto certo para o cliente, 2) comunicando de forma eficiente e eficaz para o cliente, 3) Garantir a entrega do produto ao consumidor e 4) Certificar de que ele amará meu produto mais que o fundador da empresa. (sim, isto é possível). A grande questão é que, se isso não estiver amarrado em todas as fases do processo de produção de um simples brinde, não causará o impacto necessário para fidelizar o cliente.

A questão que quero abordar aqui é que muitas das vezes as equipes não se interagem de uma forma que esteja claro para todos a importância do desenvolvimento das peças publicitárias, ou até mesmo das ações de marketing. Com a correria do dia-a-dia, acaba que o pensamento estratégico é deixado de lado e a produção e venda é feita de qualquer jeito, pois o que importa agora são as margens de lucro. Isso é errado.

Quando não se conhece o público para qual está sendo destinada tal peça, o que tende a acontecer é a criação de uma peça genérica, sem o grande fator predominante que é da customização. O cliente, ao ver a peça que poderia ter sido enviada para qualquer tipo de pessoa, de qualquer 'demografia', não vai sentir o mesmo impacto. Alguns profissionais ainda insistem no modelo antiquado de marketing que é de produzir e depois enfiar no cliente guela abaixo e ainda ter a audácia de dizer "Ta pegando o boi que ta ganhando". O pior é que isso acontece.

São poucas empresas que tem condições de pagar por pesquisas de mercado, aluguéis de salas espelho, ou contratação de moderadores, principalmente as empresas menores. O maior problema é que não existe sequer o interesse em se preocupar com o que o cliente realmente necessita. Se for uma empresa de serviços então, o problema triplica! O cliente não está sendo ouvido, não está sendo interpretado, não está sendo atendido da forma como ELE gostaria que fosse, e a empresa continua achando que o cliente está satisfeito, afinal, continua ligando para pedir os serviços.

Os diretores de agências de comunicação menores deveriam se conscientizar de que precisam ter um diferencial principalmente nos seus processos e equipes. As equipes que forem pouco experientes (ou sem nenhuma experiência), precisam ser acompanhadas e treinadas constantemente, visando o aumento na qualidade dos serviços e consequentemente no aprendizado rápido dos processos.

Infelizmente não é isso que tenho observado acontecer tanto nas micro empresas quanto nas pequenas agências. Estes novos funcionários são jogados na linha de produção (no melhor estilo 'Tempos Modernos') e ai deles se reclamarem. Estou falando tanto dos funcionários de micro empresas como de funcionários de agências de comunicação.

O que vejo então, no final, são peças genéricas, ações não alinhadas com os interesses da empresa, consumidores 'brindados' e o ciclo se recomeça.

Agora, vou escrever sobre a minha nova postura: WHAT IF...?

segunda-feira, 17 de novembro de 2008

Focus Group: We made it!



10 donas-de-casa responsáveis pelas compras nos supermercados, casadas ou separadas, com filhos de qualquer idade, super simpáticas e sinceras. Este foi o perfil dos componentes do Focus Group realizado segunda-feira.

Como eu nunca havia realizado ou ao menos visto um focus group de uma pesquisa qualitativa (só a quanti), os resultados não poderiam ter sido mais surpreendentes. Durante todo o bate-papo na sala espelho, elas falaram, fizeram propostas, participaram de coração, colocaram suas vidas pra fora, deram conselhos umas para as outras, experimentaram produtos que nunca haviam experimentado antes, enfim, um sucesso.

Do outro lado da sala estavam eles, trades de 4 empresas famosas loucos por informações que pudessem direcionar suas ações nos PDVs. Para eles, mais uma reunião para coletar informações sobre um público específico. Para nós, era praticamente a realização de um sonho em ver os nossos consumidores ali, falando, dando opinião e nos mostrando os caminhos que deveríamos tomar.

Acredito que o mais importante nas pesquisas são o fato delas, na grande maioria das vezes, nos mostrar coisas que jurávamos que estavam certas, e estavam totalmente erradas. Posso dizer seguramente (e sem mistérios) que a questão da degustação me incomodou muito. Enquanto eu tinha a degustação como uma das estratégias mais interessantes de se promover um produto, lá estavam elas detonando os pobres promos.

"São pegajosos, chatos. Não sabem abordar uma pessoa direito!" - disse uma das entrevistadas. Muitas das vezes pensamos que só as promoções já bastam, quando na verdade, pequenos detalhes como o treinamento do pessoal podem fazer toda uma diferença na abordagem destes consumidores.

Após finalizado o focus, nos reunímos com o nosso "cliente" para saber de mais detalhes do projeto no qual ele estava interessado. Descobrimos várias coisas novas sobre o mercado dele e vimos que não é tão fácil quanto pensávamos que fosse. Agora é arregaçar as mangas e ir rumo aos supermercados para pesquisar sobre tudo, todos e mais um pouquinho sobre tudo. Back to the old times.

Valeu toda a sala pelo trabalho impecável, pelo comportamento durante todo o processo, dedicação, empenho e responsabilidade. O trabalhou ficou show!

Agora, que venham os relatórios.

quarta-feira, 12 de novembro de 2008

Dia de SURTO! - Estudando o comportamento de compra dos clientes às 23h

Não poderia dar outro título à este post. Ontem eu simplesmente surtei e resolvi ir ao supermercado. Como já era 23h, resolvi ir no Extra Hipermercados 24h (claro) ali no Floresta.

Não me pergunte o que exatamente eu fui fazer lá, mas eu simplesmente surtei. Estava doido para poder ver como estavam organizados os produtos e pagar de ‘Paco Underhill’ e ficar observando pessoas. Tudo menos comprar produtos neh?!

No início eu estava só anotando alguns produtos que estavam nas pontas de gôndola e principalmente nas ilhas. Mas quando eu percebi que era muito fácil ficar espionando as pessoas fazerem compras, resolvi parar um pouquinho e estudar o que elas estavam fazendo.

Observei 4 pessoas. É pouco, mas eu estava só me divertindo. E acredite, eu me diverti horrores.

Aspectos gerais:

O Extra estava vazio, logicamente por causa do horário (23:00).

  • Número alto de casais de classe média entre 28 e 40 anos.
  • Muitos homens entre 28 e 50 anos fazendo compras sozinhos :-O Mas não estavam enchendo os carrinhos. Pareciam comprar somente o básico e algumas bobagens (tipo sorvete, snacks, etc.)
  • A diferença entre os carrinhos dos homens sozinhos e das mulheres sozinhas é absurdo. Enquanto o carrinho dos homens estava com 1/4 da capacidade e já se dirigiam ao caixa, a maioria das mulheres já estava com 3/4 e dava na cara que eram produtos quase que somente para elas e ainda continuavam rodando.
  • As mulheres se entopem de iogurtes. Uma moça que analisei comprou muito Activia, 2 tabletes com 6 unidades cada de iogurte Parmalat; Iogurtes Itambé com Mel, entre outros
Vou contar a análise de duas pessoas

Primeira Vítima (mua ha ha ha haaa)
  • Homem com +- 50 anos, sozinho, de camisa branca, bermuda, tênis, no melhor estilo "domingueiro".
  • Ele não fez o caminho estilo Zigue-Zague. Parecia já estar certo do que comprar e inclusive onde encontrar os produtos. Pode ser um morador que frequenta muito.
  • Abriu a geladeira e sacou um pote de sorvete Galak de R$11,70 sem dó. Não demorou 5 segundos entre ver, abrir a geladeira, pegar e colocar no carrinho.
  • Pegou duas Coca-Colas de 2L
  • Pegou um panetone Tommy que estava a mais de 1,90m de altura. Ele teve que se esticar todo para pegar. Notei que ele tinha preferência por produtos em oferta.
  • O cara surtou ao ver waffers em oferta da Aymoré. Escolheu, escolheu, pegou 5 pacotes do novo sabor WAFFER MIX - Chocolate & limão. Pegou também 4 pacotes do de morango. Todos estavam em oferta por R$1,19
  • Pegou 3 pacotes de batata Elma Chips. Tava na cara que ele ia usar como tira gosto.
  • Tinha mais algumas coisas no carrinho, mas não consegui ver direito.
  • Foi pro caixa. Pagou. Foi embora.
Segunda vítima (a mais engraçada)
  • Mulher, 1,60m, +-40 anos, vestida como se tivesse acabado de sair do trabalho (um terninho numa cor meio café com cocô de vaca)
  • Pegou um tablete de iogurte Parmalat, com 6 unidades. Olhou o preço mas não tocou em outros produtos.
  • Chegou no paredão da Activia. Olhou, olhou, olhou, saiu com o carrinho. Voltou, pegou o tablete com 4 unidades, olhou, olhou pra embalagem e colocou 2 tabletes no carrinho
  • Passou pelo corredor de bebidas inteiro olhando freneticamente para os dois lados sem parar. Deu a volta para ir para outra gôndola, mas voltou à gôndola de de bebidas.
  • Olhou para onde tinha umas cervejas pretas (não lembrei de olhar a marca), pegou duas latinhas. Olhou, olhou e olhou. DETALHE: Tinha uma coluna de Doritos como produto complementar bem a frente dela. Ela tocou no Doritos, olhou, mas soltou. Pegou mais 4 garrafas de cerveja preta e saiu.
  • Deu a volta no corredor, deu de cara com snacks. Passou pelo Doritos e não demorou 2 segundos para ela pegar o Doritos (que ja havia visto no corredor ao lado) e colocou logo 2 no carrinho.
  • Olha para os lados muito tentada, mas parece que alguma coisa a impede de comprar as coisas. Super ego ou Grana mesmo?!
  • Ela olha para o display do Bono. Olha, olha, olha, mas não levou nenhum.
  • Foi para o caixa. Faltava 1 pessoa para ser atendida, ela deu meia volta e voltou a fazer compras
  • Pegou 3 garrafas de Minaqua. Deixou umas 5 cairem no chão, derrubando outras 3 que estavam na parte de baixo. Ela constantemente pegava somente o que estava à altura de seus olhos.
  • Pegou duas caias de Sufresh. Voltou para o setor de bebidas. Deu mais uma volta na gôndola
  • Foi pro caixa. Pagou. Foi embora
Muito interessante. Eu queria muito saber como interpretar esses comportamentos. Por que ele comprou tal coisa e não comprou a outra? Mulheres ficam muito tentadas com TODOS os produtos. Homens definitivamente olham para frente, pouco para os lados, mas não param. As mulheres paravam, olhava, olhavam, olhavam, pegavam, pegavam, cheiravam, olhavam preço e depois ou levavam ou deixavam de volta no mesmo lugar.

Próximo post: Coca-Cola e Fino Grão: Os pontos de venda.

terça-feira, 11 de novembro de 2008

Consideração...


As empresas utilizam de propaganda e marketing para persuadir os consumidores a comprar o que eles não querem, portanto apelam para as mensagens subliminares e outras ferramentas controladoras do cérebro, tornando as pessoas endividadas e arruinando suas vidas.

Francamente...

Esta é somente uma das várias afirmativas que as pessoas fazem erroneamente sobre o trabalho que desenvolvemos. Mal sabem eles sobre a quantidade de pesquisas que são feitas para oferecer à sociedade soluções tangíveis.

Estou escrevendo isso após ler uma matéria onde um consumidor diz que a pirataria no Brasil (que deixou de arrecadar R$18 bi este ano por causa da pirataria), é culpa do governo. SIM! Segundo os consumidores, a culpa é do governo que não controla o comércio ilegal destas mercadorias.

Como se esta declaração já não fosse o bastante, estes consumidores culpam ainda as empresas e marcas, "por praticarem preços inacessíveis e, ao mesmo tempo, estimular o desejo de consumo em ações de Marketing e Publicidade".

Preços inacessíveis? Se fossem inacessíveis não venderíamos. Se não vendêssemos, não teríamos mercado, e será que eles acham mesmo que nós não pesquisamos mercado para analisar demanda, mas na verdade tiramos coelho da cartola e saímos gritando 'Ooolha o coelho mágico, só "dé reál"' na rua para quem quiser que compre?

A falta de instrução é uma arte. A ignorância torna os brutos impecáveis.

Lamentável.

sexta-feira, 7 de novembro de 2008

07-11-08 - Segmentação de mercado - HSM



Este artigo foi publicado no site da HSM no dia 04/11/2008. O artigo fala sobre a importância da segmentação de mercado. Não tem como estar mais perfeito.

A Era da Segmentação

Helena Dall Pizzol*

Todo mundo já sabe, ou quase todo mundo, que segmentar é preciso. E, aliás, é fundamental, mas saber somente já não basta. A aplicação desse conceito vem sendo explorada pela lei da oferta e da demanda. Arrisco-me a dizer que é muito mais pela demanda do que pela oferta. Mesmo assim, o que vejo é que os “ofertantes” ainda estão meio desorientados e sem saber pra onde ir e é justamente por isso que muitos “demandantes” continuam desatendidos.

Sim, é normal que o crescimento de mercado impulsione a demanda, mas o que me refiro aqui é que algumas necessidades, sejam elas específicas ou até mesmo de massa, muitas vezes não são atendidas porque a oferta não está presente e adequada o suficiente ao público demandante e no momento certo.

Quem imaginaria que uma empresa produtora de milhares de toneladas de papel e celulose se preocuparia em personalizar a relação comercial com os clientes de diferentes segmentos que atende? Afinal, papel é um produto tão elementar e cotidiano que dispensa qualquer estratégia de marketing segmentado. Engana-se quem ainda pensa assim...e o que dizer da gigante fábrica de refrigerantes que consegue interagir de forma segmentada com os seus milhões de consumidores de diferentes tribos de todo o mundo?

Nós mesmos, como consumidores B2B ou B2C somos exigentes. A proliferação de empresas que atuam em uma mesma área trouxe uma infinidade de escolhas ao consumidor e ele se cansou! Não sabe mais para onde olhar ou o que escolher e cansado de ver tantas ofertas, percebeu que a sua demanda é muito mais importante do que o número imensurável de comunicação que recebe.

Quem impõe hoje é nosso cliente e não ao contrário. As empresas não devem mais tomar decisões centradas no seu próprio umbigo, devem dar os ouvidos ao mercado porque do outro lado da tela, do rádio, da revista, do site ou do celular está um consumidor crítico que não se contenta em apenas comprar ofertas, Pode até ser que já nos demos conta da importância da segmentação, mas talvez não da forma mais adequada.

Percebe-se uma preocupação das empresas em organizar o banco de dados de clientes, coletar e atualizar um número substancial de informações nos pontos de contatos e até mesmo se comunicar permanentemente com seus clientes. E não há nada de errado nisso, o problema é que, na maioria das vezes, as novidades que são criadas não chegam para quem realmente interessa.

O que não faltam hoje em dia são ferramentas ou plataformas multicanais que permitem identificar e mapear o comportamento do consumidor para, a partir disso, atendermos ao cliente exatamente como ele quer ser atendido.

E, por que continuamos fazendo campanhas para um milhão de pessoas com retornos ínfimos (ou que às vezes nem podem ser mensurados) enquanto podemos segmentar a comunicação para uma base de 100 nomes com um aproveitamento muito maior?

Com toda certeza isso toma tempo dos profissionais de marketing, mas afinal este é o nosso papel: explorar as alternativas existentes e encontrar formatos bem-sucedidos de passar uma mensagem relevante, responsável e no timing do cliente.

Para finalizar, seja em campanhas de mídia online ou impressa, todos sabemos que na era da segmentação quem souber aplicar, e não apenas souber, terá mais chances de garantir participação no mercado em que atua. Afinal, se o cliente não ficar, será que você fica?

04/11/2008
Pizzol, Helena Dall

Helena Dall Pizzol - É Gerente de Marketing e Serviços da Direkt, uma das principais empresas de marketing direto do país. E-mail: helena.pizzol@direkt.com.br

06/11/08 - Comprovado: NÓS CONSUMIMOS MARCA



Não adianta chorar o leite derramado. É fato comprovado. Nós consumimos marcas, e não produtos.

Ontem na aula de Gestão de marcas e produtos (branding), Glauco Assis realizou a dinâmica que tanto esperávamos: a degustação dos produtos para comprovar sua teoria de que mais de 50% da turma não iria diferenciar um produto do outro. E foi fato.

Apesar de muitos colegas (vergonhosamente) terem ido embora antes mesmo da dinâmica começar, degustamos os produtos (eu inclusive), e esta rendeu, além do excelente clima descontraído e divertido na sala, uma experiência contagiante e comprobatória da teoria e da prática.

Botamos pra brigar os alguns produtos como:
  • Coca-Cola X Pepsi
  • Refrigerantes sabor cola (Schin, Coca, Coca Zero, Coca Light, Pepsi)
  • Suco Mais X Suco Goody (carinhosamente chamados de "Soma X Godoy)
  • Yakult X Chamyto
  • Chambinho X Danoninho
  • Kuat Zero X Guaraná Zero
  • Wafer Bauducco X Wafer Aymoré
  • Bombom Serenata de Amor X Bombom Sonho de Valsa
  • Chocolate ao leite Garoto X Chocolate ao leite Nestlé
  • 2 águas de coco que não lembro o nome
  • Duas águas que eu também não lembro o nome
  • Biscoito Agua e Sal X Cream Cracker (ambos da Aymoré)
  • ...entre outros


O resultado foi sensacional. Confundiram Coca-Cola com Pepsi, detestaram os sucos Goody, o Toddynho do Nescau, os bombons Serenata de Amor com Sonho de Valsa. Confundiram vários. O índice de acerto podemos dizer que foi de 25%.

O que pudemos comprovar é que muitas das vezes o trabalho de gestão da marca é tão bem feito, que pagamos caro por uma marca cujo produto tem as mesmas características dos produtos da concorrência, muitas vezes com diferenças de preço de quase 100%.

Deixando bem claro, não é uma questão de "enganar o consumidor" que muitas pessoas pensam. É importante ressaltar que em uma era onde os produtos estão ficando cada dia "comoditizados", ou seja, completamente parecidos, a necessidade de se investir em diferenciais é simplesmente uma questão de sobrevivência da marca no mercado. Não enganamos os consumidores e fazemos com que eles paguem um preço injusto pelo determinado produto. Alguns produtos são mais bem acabados, que envolvem custos de produção diferentes, e isso agrega valor ao produto de tal forma que é percebido pelo cliente e portanto neutralizam muitas das vezes o fator preço e as ações da concorrência. Mas depois faço um posto só sobre isso.

Compartilho da mesma teoria de Porter: as barreiras de entrada de novas marcas no mercado muitas vezes são provocada pelos próprios entrantes, uma vez que não investem na marca. Entendamos marca como "nome diferenciado, um símbolo (tal como um logotipo, ou desenho de embalagem) e/ou um apelo destinado a identificar bens e serviços de um vendedor ou grupo de vendedores, sinalizando a procedência do produto/serviço, protegendo-o e diferenciando-o do concorrente similar". Em síntese, é tudo o que envolve o produto em si (insumos, qualidades, benefícios) e o sua extensão (conceito, abordagem, identificação com o público, apelo).

Revi meu conceito sobre vários produtos. Uns mais consumidos que os outros, mas uma coisa ficou clara: nós não consumimos produtos, e sim MARCAS.

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

05/11/08 - Subculturas de Idade



Trabalho finalizado. 67 slides com explicações, fotos e alguns cases. Evidentemente que foram feitos para servirem de referência.

Com certeza o aproveitamento com esse estudo foi de 100%, ainda mais se tratando de algo tão próximo de nós que são as 4 gerações.

Divirtam-se clicando aqui. Está disponível para download (claro neh). Coloquei um embeded aqui embaixo só pra "canja" do issuu.com



obs.:

terça-feira, 4 de novembro de 2008

04/11/08 - Skol lança "Litrão"


"Depois de chegar ao sul de Minas Gerais, Triângulo Mineiro, Paraná, Santa Catarina e interior de São Paulo, a novidade estréia nos pontos-de-venda do Rio de Janeiro e de São Paulo nesta semana"


Sim!!! Anos depois volto a postar no blog. A verdade é que eu estou completamente travado por causa da apresentação de Pesquisa de mercado e Comportamento do consumidor, mais o texto MARCA de Branding. Me perdoem :)

É no mínimo curioso uma notícia dessas. Tanto se fala em beber com moderação e acabam de lançar 400ml A MAIS de cerveja. Acho que é pra quando o guardinha parar, os bebuns irresponsáveis falarem "Pô Seu Guarda, mas foi só uma garrafinha". Isto-é-uma-vergonha (no melhor estilo Bóris Casoy)

Mas não vou tirar o mérito da Carolina Faria, gerente de inovações da marca. Tanto a inovação quanto à adequação do produto à realidade do mercado foi uma jogada espetacular. Por que ninguém fez isso antes? Tenho que reconhecer que assim como a Coca-Cola fez com a pet 3L, voltada para o consumo familiar, a Skol acertou de vez.

Mas com essa notícia vieram alguns questionamentos.

1) Tanto se fala em beber com moderação, e agora oferecem mais 400ml de cerveja, ou seja, tornando mais acessível o consumo de mais cerveja com menos esforço?!
2) Estas garrafas de 1L vão chegar aos bares ou vão se concentrar nos hipermercados?
3) Será que a moda vai pegar e vão aumentar também o tamanho do cigarro?

Eu não bebo e não fumo. Particularmente me preocupo é com nossos filhos que, apesar de eu não ter ainda, estarão sendo bombardeados por propagandas mostrando lifestyles praticamente inatingíveis tendo em vista a realidade na qual estamos inseridos. E o pior, vou gastar muito para manter o meu filho o mais longe possível dessa cultura de meia dúzia de beberrões irresponsáveis, prostitutos e viciados em cigarros, tudo em busca da aceitação social. Felizes os que sabem beber de forma moderada e responsável. Os que fumam.... bem... se é que existe consumo moderado, deveriam parar.

Bela jogada da Skol. Ao vencedor, as garrafas!

segunda-feira, 13 de outubro de 2008

Comportamento do consumidor



Foi publicada hoje uma matéria a respeito do surgimento de uma nova fatia de mercado.

É bom as empresas se adaptarem à esse novo segmento.

Temei....

(tá.. foi horrível)