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sexta-feira, 7 de novembro de 2008

07-11-08 - Segmentação de mercado - HSM



Este artigo foi publicado no site da HSM no dia 04/11/2008. O artigo fala sobre a importância da segmentação de mercado. Não tem como estar mais perfeito.

A Era da Segmentação

Helena Dall Pizzol*

Todo mundo já sabe, ou quase todo mundo, que segmentar é preciso. E, aliás, é fundamental, mas saber somente já não basta. A aplicação desse conceito vem sendo explorada pela lei da oferta e da demanda. Arrisco-me a dizer que é muito mais pela demanda do que pela oferta. Mesmo assim, o que vejo é que os “ofertantes” ainda estão meio desorientados e sem saber pra onde ir e é justamente por isso que muitos “demandantes” continuam desatendidos.

Sim, é normal que o crescimento de mercado impulsione a demanda, mas o que me refiro aqui é que algumas necessidades, sejam elas específicas ou até mesmo de massa, muitas vezes não são atendidas porque a oferta não está presente e adequada o suficiente ao público demandante e no momento certo.

Quem imaginaria que uma empresa produtora de milhares de toneladas de papel e celulose se preocuparia em personalizar a relação comercial com os clientes de diferentes segmentos que atende? Afinal, papel é um produto tão elementar e cotidiano que dispensa qualquer estratégia de marketing segmentado. Engana-se quem ainda pensa assim...e o que dizer da gigante fábrica de refrigerantes que consegue interagir de forma segmentada com os seus milhões de consumidores de diferentes tribos de todo o mundo?

Nós mesmos, como consumidores B2B ou B2C somos exigentes. A proliferação de empresas que atuam em uma mesma área trouxe uma infinidade de escolhas ao consumidor e ele se cansou! Não sabe mais para onde olhar ou o que escolher e cansado de ver tantas ofertas, percebeu que a sua demanda é muito mais importante do que o número imensurável de comunicação que recebe.

Quem impõe hoje é nosso cliente e não ao contrário. As empresas não devem mais tomar decisões centradas no seu próprio umbigo, devem dar os ouvidos ao mercado porque do outro lado da tela, do rádio, da revista, do site ou do celular está um consumidor crítico que não se contenta em apenas comprar ofertas, Pode até ser que já nos demos conta da importância da segmentação, mas talvez não da forma mais adequada.

Percebe-se uma preocupação das empresas em organizar o banco de dados de clientes, coletar e atualizar um número substancial de informações nos pontos de contatos e até mesmo se comunicar permanentemente com seus clientes. E não há nada de errado nisso, o problema é que, na maioria das vezes, as novidades que são criadas não chegam para quem realmente interessa.

O que não faltam hoje em dia são ferramentas ou plataformas multicanais que permitem identificar e mapear o comportamento do consumidor para, a partir disso, atendermos ao cliente exatamente como ele quer ser atendido.

E, por que continuamos fazendo campanhas para um milhão de pessoas com retornos ínfimos (ou que às vezes nem podem ser mensurados) enquanto podemos segmentar a comunicação para uma base de 100 nomes com um aproveitamento muito maior?

Com toda certeza isso toma tempo dos profissionais de marketing, mas afinal este é o nosso papel: explorar as alternativas existentes e encontrar formatos bem-sucedidos de passar uma mensagem relevante, responsável e no timing do cliente.

Para finalizar, seja em campanhas de mídia online ou impressa, todos sabemos que na era da segmentação quem souber aplicar, e não apenas souber, terá mais chances de garantir participação no mercado em que atua. Afinal, se o cliente não ficar, será que você fica?

04/11/2008
Pizzol, Helena Dall

Helena Dall Pizzol - É Gerente de Marketing e Serviços da Direkt, uma das principais empresas de marketing direto do país. E-mail: helena.pizzol@direkt.com.br

06/11/08 - Comprovado: NÓS CONSUMIMOS MARCA



Não adianta chorar o leite derramado. É fato comprovado. Nós consumimos marcas, e não produtos.

Ontem na aula de Gestão de marcas e produtos (branding), Glauco Assis realizou a dinâmica que tanto esperávamos: a degustação dos produtos para comprovar sua teoria de que mais de 50% da turma não iria diferenciar um produto do outro. E foi fato.

Apesar de muitos colegas (vergonhosamente) terem ido embora antes mesmo da dinâmica começar, degustamos os produtos (eu inclusive), e esta rendeu, além do excelente clima descontraído e divertido na sala, uma experiência contagiante e comprobatória da teoria e da prática.

Botamos pra brigar os alguns produtos como:
  • Coca-Cola X Pepsi
  • Refrigerantes sabor cola (Schin, Coca, Coca Zero, Coca Light, Pepsi)
  • Suco Mais X Suco Goody (carinhosamente chamados de "Soma X Godoy)
  • Yakult X Chamyto
  • Chambinho X Danoninho
  • Kuat Zero X Guaraná Zero
  • Wafer Bauducco X Wafer Aymoré
  • Bombom Serenata de Amor X Bombom Sonho de Valsa
  • Chocolate ao leite Garoto X Chocolate ao leite Nestlé
  • 2 águas de coco que não lembro o nome
  • Duas águas que eu também não lembro o nome
  • Biscoito Agua e Sal X Cream Cracker (ambos da Aymoré)
  • ...entre outros


O resultado foi sensacional. Confundiram Coca-Cola com Pepsi, detestaram os sucos Goody, o Toddynho do Nescau, os bombons Serenata de Amor com Sonho de Valsa. Confundiram vários. O índice de acerto podemos dizer que foi de 25%.

O que pudemos comprovar é que muitas das vezes o trabalho de gestão da marca é tão bem feito, que pagamos caro por uma marca cujo produto tem as mesmas características dos produtos da concorrência, muitas vezes com diferenças de preço de quase 100%.

Deixando bem claro, não é uma questão de "enganar o consumidor" que muitas pessoas pensam. É importante ressaltar que em uma era onde os produtos estão ficando cada dia "comoditizados", ou seja, completamente parecidos, a necessidade de se investir em diferenciais é simplesmente uma questão de sobrevivência da marca no mercado. Não enganamos os consumidores e fazemos com que eles paguem um preço injusto pelo determinado produto. Alguns produtos são mais bem acabados, que envolvem custos de produção diferentes, e isso agrega valor ao produto de tal forma que é percebido pelo cliente e portanto neutralizam muitas das vezes o fator preço e as ações da concorrência. Mas depois faço um posto só sobre isso.

Compartilho da mesma teoria de Porter: as barreiras de entrada de novas marcas no mercado muitas vezes são provocada pelos próprios entrantes, uma vez que não investem na marca. Entendamos marca como "nome diferenciado, um símbolo (tal como um logotipo, ou desenho de embalagem) e/ou um apelo destinado a identificar bens e serviços de um vendedor ou grupo de vendedores, sinalizando a procedência do produto/serviço, protegendo-o e diferenciando-o do concorrente similar". Em síntese, é tudo o que envolve o produto em si (insumos, qualidades, benefícios) e o sua extensão (conceito, abordagem, identificação com o público, apelo).

Revi meu conceito sobre vários produtos. Uns mais consumidos que os outros, mas uma coisa ficou clara: nós não consumimos produtos, e sim MARCAS.

quarta-feira, 8 de outubro de 2008

Pesquisa de Mercado e comportamento do consumidor




Primeiro dia de aula sobre Pesquisa de Mercado, com a professora Adriana Seixas.
Simplesmente s-e-n-s-a-c-i-o-n-a-l.

Por que? Bom, inicialmente porque eu sou um "apaixonado forçado" por pesquisas de mercado, hábitos de consumo, comportamentos do consumidor e Pacos Underhills. Em segundo porque quando se estuda a fundo o mix de marketing (Pruduto, preço, canais de distribuição, promoção e pessoas), você começa a ver aquilo que aparentemente é feito por zilhares de pessoas como:

Produto = bombom
Preço = R$1,50
Praça = Lojinha do Sr. José
Promoção = "folden", "panfreto", "sáit na interneti", "brógui" e "orcúti" (ai)
Pessoas = "todo mundo gosta de chocolate"

...está tudo ferrado.

Terceiro porque eu tenho que fazer pesquisa para tudo. Por que? Simplesmente porque eu vivo muito à margem da sociedade. Um marginal mesmo. E o pior é que igual a mim eu sei que o mundo está cheio!

Mas marginal como?

Eu não bebo, não fumo, não tenho carro (uso o do meu pai), nunca fui à micareta, não frequento botecos, gosto muito, muito, muito de ler (coisa que eu não suportava há... 4 anos atrás), não coleciono coisas, não vou à baladas, meu visual não é cool (é básico urbano), assisto TV 3 horas por semana, fico na internet o dia inteiro, escrevo um blog por que assim posso falar para o vento sem me preocupar se a pessoa está interessada em saber ou não (as vezes o blog trava, mas...será que é por isso? hahahhaa) porque eu não consigo guardar isso pra mim, entre outras coisas.

E daí?

E daí que, tendo esse tipo de comportamento e o pior, sabendo e refletindo sobre isso, pensei: - "Como posso ser um publicitário ou marketeiro tendo esse tipo de comportamento?". Acrdito que seja ruim porque eu não estou contextualizado com algumas coisas que predominam na sociedade. Por outro lado eu consigo enxergar uma série de coisas olhando de fora, que quem está dentro não consegue ver. Essa é a parte mais legal.

Mas a pergunta que me amaldiçoa diariamente é

" Você acha que a falta de afinidade e identificação com o target pode prejudicar o andamento e conseqüentemente o resultado final das ações?"

É lógico que sim.

Se você é grunge, vai conseguir intuitivamente fazer uma ação eficaz para pagodeiro? Lógico que não. Por que? Porque você não tem afinidade com o público, tampouco identificação.

Então como fazer nesses casos? Eu preciso trabalhar!!!

A resposta é: pesquisa. Durante uma linda discussão dentro de sala de aula entre o professor Júlio Buére e Vinícius Indiozinho sobre religião (sempre a tal da religião), Vinícius diz que Júlio não poderia falar nada sobre igreja evangélica, porque ele sequer tinha pisado em um templo. Ele respondeu "Menino, eu não preciso ser galinha pra entender de ovo" (Isso foi em Março de 2005).

Isso definitivamente me chocou. Hoje é a resposta para este problema que não somente eu passo por ele, mas milhares de pessoas que também trabalham com isso.

A pesquisa te dá dados. Interpretar os dados é oooooooooooutra coisa. Contra fatos, não se discute. Contra dados, também não. Se você é grunge e tem que fazer, por exemplo, um trabalho para um pagodeiro, como fazer para a peça ser eficaz? Você precisa da grana para comprar o CD TEN do Pearl Jam e ficar cantando OOUAAAA OOOOHH I'M STILL ALIVE dentro do seu quarto fazendo air guitar. Pesquisa. Pesquisa. Pesquisa. Eu pesquiso. Tu pesquisas. Ele pesquisa. Nós pesquisamos. Vós pesquisais. Eles pesquisam.

Para provar o tamanho da importância da pesquisa, por mais simples que ela seja, dou o exemplo clássico que aconteceu comigo que com certeza vai ficar marcado para o resto da minha vida.

A empresa onde trabalho atualmente fez 3 anos e o diretor achou que deveríamos sortear entre os funcionários da empresa uma bolsa esportiva (bacana) com alguns produtos interessantes do nosso mix (bacaaana).

Ótimo! Na minha cabeça a coisa mais importante a se fazer, por uma questão de estratégia de ambiente interno, motivacional ou como queira chamar, era saber o que os funcionários gostariam de ganhar. Por que? Por que eu sou COMPLETAMENTE diferente deles. Mundos diferentes, valores diferentes, culturas diferentes, ambientes diferentes, formações diferentes. Logo, para eu ter certeza que não iria errar ao entregar uma sacola com coisas "tipo nada a ver, véi!", resolvi pesquisar.

Antes, escrevi em uma folha de caderno 5 coisas que eu acharia perfeito para eles. Que eles adorariam. Selecionei caixas de som para computador(pensando nos mp3 que eles compram), canetas bacanas, estojo bacana, um post-it pop up com dispenser de vidro e esqueci os outros dois. Mas foram coisas do tipo. Logo depois, escondi a lista e com uma folha de caderno e uma caneta, perguntei a cada um: "Se vocês pudessem ir no estoque e pegar uma coisa, qualquer coisa, independente do valor ou tamanho, qualquer coisa mesmo, o que pegariam?"

Três deles falaram PEN DRIVE, dois não souberam falar, uma disse que pegaria um organizador de arquivos e a outra perguntou "Ah! Mas só pode ser daqui do estoque? Então não quero nada não". Por que estranhar? Ora, eu disse antes! A falta de identificação com o target pode prejudicar uma ação. O que eu valorizava e achava que eles também iriam valorizar, seria um fiasco.

E quando eu fui apresentar os resultados para o diretor, ele me solta um "Você não deveria ter feito isso. Não podemos pedir a opinião deles porque senão você cria uma expectativa, e eu com certeza não vou atender à essas expectativas".

Um lado trabalhando para dar aos clientes mais preciosos que são os funcionários, tudo do bom e do melhor, de forma a atingir as expectativas e motivá-los. Do outro lado, qualquer porcaria eles vão ter que aceitar mesmo, afinal, uma coisa é melhor do que nada.

Então eu disse "Poxa! Mas aí fica difícil. Eu querendo valorizar o pessoal e dar coisas que eles gostam e você querendo dar qualquer porcaria? Tem algo errado nisso! Fazer a pesquisa para se ter pelo menos uma idéia é questão de bom senso! Eu não me importo de tirar do próprio bolso para comprar as coisas que eles esperam, porque eu quero que eles fiquem contentes com o que ganharam!". E ele disse "Eu não acho!". Eu disse "É, bom senso não existe mesmo. Você tem o seu e eu tenho o meu". Então ele finalizou "Sim, e vamos ficar com o MEU bom senso então nesse caso. Eu vou definir o que vai entrar na bolsa." (nuuuuuuuuuuuuuuuh).

O muuundo caiiiiu no instaaante em que eeeeeeu (vanessa camargo) Ridículo essa neh?!

No mínimo B-i-z-a-r-r-o. Eu preciso sair daqui.

Defendo com unhas e dentes a pesquisa. É a ferramenta mais importante para qualquer coisa na vida. Qualquer uma. Pesquisa.