sexta-feira, 28 de novembro de 2008

28/11/2008 - O mundo mudando o mundano.



Acredito que o que estou vivendo agora é reflexo do que está acontecendo com o mundo e e sua sociedade. A escassez de oportunidades para iniciantes recém formados, o aumento da demanda por profissionais mais qualificados, a busca eterna pelo multifuncionalismo, todas essas coisas são reflexo do que está acontecendo no mundo.

Sheldon Alan "Shel" Silverstein, americano nato, poeta, compositor, músico, cartunista e autor de vários livros infantis. Shel Silverstein criou a palavra TESARAC para descrever aqueles períodos da história onde ocorrem mudanças sociais e culturais significativas. Durante a TESARAC a sociedade se torna cada vez mais confusa e caótica, até conseguir se reorganizar. E enquanto isso não acontece, ninguém é capaz de antecipar, com sensibilidade, consistência e precisão, o que virá depois.

Sem saber o que fazer, a primeira coisa que os empresários fazem é cortar os custos. Com este corte de custos, rodam as cabeças que recebem muito e fazem pouco e ficam os que ganham pouco e fazem muito. A partir disso, entramos no eterno dilema: ser especialista em uma coisa ou ser ótimo em várias. A resposta é simples: OS DOIS.

O mercado está demandando profissionais que são não somente especialistas em um determinado tipo de coisa, mas especialista em vários tipos de coisas. O principal objetivo destas empresas é ter um maior aproveitamento de um funcionário por um preço mais em conta. Pra que ter duas cabeças, dois salários, se eu posso pagar 50% deste valor para um funcionário só?

Com isso, a pressão sobre os resultados per capita aumenta, o que acaba gerando um desconforto para o funcionário, diminuindo a qualidade de vida. Quem ganha com isso tudo são as indústrias de anti-depressivos, empresas de entretenimento, a internet e seus fast-services, e claro, as empresas.

Se há como fugir disso? No meu ponto de vista, não. Antes poderia haver o profissional PATO. O pato nada, corre e voa. Mas o pato nada MAL, corre MAL e voa MAL. Ou seja, o profissional que fazia de tudo um pouquinho "quebra-galho", agora está sendo substituído por profissionais que aguentam a pressão, realizam multi-tarefas em tempo hábil, são capacitados e inovam no ambiente de trabalho apresentando propostas significativas para mudanças em processos que reduzam custos ou aumentem a qualidade ou agilidade dos serviços prestados.

Arrisco bolar uma teoria de que o TESARAC está acontecendo agora é dentro de nós: o iTESARAC. As constantes mudanças na tecnologia, na maneira das pessoas se interagirem, na "virtualização" das coisas, pessoas, tarefas. Todas essas mudanças são ações que causam reações abruptas no nosso eu, deixando nossas vidas caóticas e confusas.

As perguntas estão tendo cada vez menos respostas. As oportunidades ficando escassas. As empresas entrando em crise. Essas incertezas, inseguranças e cobranças por algo que chega a ser inatingível causa uma confusão interna e um caos consigo mesmo. Aquilo que o mundo nos pede, não é o que o mundo nos dá. As exigências de várias empresas pelo super-funcionário é um privilégio para poucos, como uma BMW para um membro da classe C. Tem como ser? Tem sim, mas vai ter que suar muito.

Como já dizia Charles Darwin: "Não são os mais fortes e nem os mais inteligentes de uma espécie que sobrevivem, mas os que adaptam e respondem melhor às mudanças". Eu completaria falando que os mais fortes e inteligentes são exatamente mais bem preparados para se adaptarem e responderem melhor às mudanças. SER a pessoa certa é a grande questão. Se não é a pessoa certa, então trate de virar esta pessoa certa. Qual é a pessoa certa? Temos dicas constantes de "pessoas certas", vindas sem dó nem piedade pela sociedade.

O mundo não está errado, nem está caótico, nem está violento, nem nada disso. O mundo está mudando. Como uma criança passa para a adolescência, que passa para a idade adulta, e então a melhor idade. É o mundo mudando o mundano

(P.s.: Tive que fazer essa reflexão depois de ler isso, com a ajuda disso, disso e com a ajuda também das conversas com pessoas pra lá de especiais que também estão sentindo isso na pele)

28/11/2008 - YES! WE CAN!

17 pessoasque mudaram a internet. Simplesmente isso.

quinta-feira, 27 de novembro de 2008

27/11/2008 - Caos



Ótimo. Eu aqui defendendo a motivação das pessoas. Defendendo a atitude de dar mais instrução parar as pessoas que não tem, proporcionando a elas capacitação para enfrentar desafios do ambiente corporativo. Pregando a aceitação e a compreensão das diferenças entre as pessoas. Trabalhando o lado emocional das pessoas nesse mundo competitivo, desleal e injusto, aí vem um filho da puta, para arregaçar de vez e falar na sua cara que você é um "rejeitado devido aos seus aspectos físicos" e me cria isso aqui. Deve ser parente do animal que criou (e deve estar vendendo muito) isso aqui. Além do que, é exatamente esse publico deste site que criaram. É voda.

Vi a notícia aqui. Trite colegas... é triste.

27/11/2008 - What if...? Why Not? Make it happen.

Sim. Fiz questão de criar marquinhas para o que eu particularmente considero um estilo de vida. Estilo esse adotado por muitos, praticado por poucos. Pode parecer uma bobagem, mas eu particularmente considero estes dois questionamentos extremamente sérios, tanto no ambiente pessoal quanto no ambiente profissional.

Por que resolvi escrever sobre isso? Bom, durante a palestra que fui ontem sobre Interoperability (Microsoft e Novell), foram citadas várias situações em que, por causa destes questionamentos, o mundo deu um passo a frente. O exemplo utilizado foi o do criador do Apple1. A história diz que este homem (que eu não sei o nome), diante da proibição de vender o seu sistema, se questionou "Se eu não posso vender, mas as pessoas precisam disso, por que não DAR?". Então, surgia o Apple1. Tempos depois, veio um outro barbudo e disse "Hey, POR QUE NÃO criar um computador portatil, colorido, cheio de perfumarias para as pessoas poderem usar em casa?". Surgia então o sucesso de vendas Apple 2.

O que tem de interessante nestas e outras várias situações? Eles se perguntaram 'what if...?' e 'why not?'. Simplesmente isso. A partir da resposta que deram a estas perguntas, eles decidiram fazer alguma coisa. Fizeram. Fizeram bem feito e praticamente mudaram nossa forma de interagir com as coisas. Loucos? Com certeza. Sair do padrão é sinônimo de loucura para muitos, mas sinônimo de coragem para outros.

As pessoas reclamam de problemas em processos, falta de capacitação de pessoas, impossibilidade disso, bloqueio de fazer isso e aquilo outro, falta de instrução das pessoas, falta de experiência, falta disso, falta daquilo, chefe que não entende, funcionário que não sabe, etc. Estão sempre reclamando que ninguém faz nada mas elas mesmas são incapazes de fazer o que deveria ser feito, seja por incompetência, por preguiça ou por qualquer outro motivo que 'justifique'.

É aí então que entra a teoria de What if...? e Why not? São atitudes relativamente simples, mas que exigem coragem, determinação e principalmente vontade de fazer. Não basta apenas saber fazer determinado tipo de coisa, afinal, se você souber fazer mas não QUISER fazer, então de nada adianta.

Vamos às situações:

1) Alguns funcionários da sua empresa tem uma deficiência substancial com o uso do Excel. Estes funcionários desconhecem funções que poderiam agilizar e muito os processos, caso soubessem.
WHAT IF...? E se você criasse uma "mini turma" de Excel básico para essas pessoas, que durasse 30 minutos, 3 vezes por semana? Por que não?

2) Seus colegas de trabalho estão reclamando que a empresa não faz mais festa, estão todos desmotivados, tiveram vários dos benefícios cortados e estão inconsoláveis.
WHAT IF...? E se você criasse uma gincana em um sítio de algum amigo, para todos da área se interagirem e aprenderem sobre a importância de se trabalhar em equipe? Por que não?

3) Se seus amigos, por exemplo, estão passando por dificuldades no trabalho e você já passou pelas mesmas dificuldades, e deu a volta por cima.
WHAT IF...? E se você reunisse estes amigos e se encontrassem na sua casa, regado a guaraná e pão-de-queijo, para discutirem sobre essas coisas e passar o conhecimento pra frente? Por que não?

4) Seu tio tem uma pequena produção de bombons. Ele só sabe fazer bombons, produzí-los, mas você tem um conhecimento em administração de negócios, comunicação, marketing, ou qualquer tipo de conhecimento que possa contribuir com o negócio dele. E se você se comprometesse em dar uma ajuda no estilo Consultoria para seu tio, com o intuito de ajudá-lo, guiá-lo e mostrar as melhores alternativas e passos para gerir o negócio de uma forma prazerosa e que dê resultados?

Lamentavelmente, em muitas empresas essa indiferença aos problemas das outras pessoas é simplesmente considerado como algo comum. Diariamente, várias oportunidades de melhoria são criadas e muitas pessoas competentes, por preguiça ou por qualquer outro motivo, não o fazem. Não fazem a menor questão de ser catalizadores de relacionamentos, agilizadores de processos, ou propor formas de melhorar ou até mesmo solucionar problemas existentes. Eles simplesmente vão lá, executam o trabalho, recebem o dinheiro, voltam pra casa e dormem. O pior é que dormem tranquilos.

E se pudermos fazer alguma coisa que realmente faça a diferença? E se nós corrigíssemos o que está errado? E se ajudássemos nossos colegas com as dificuldades diárias no ambiente de trabalho? Por que não fazer isso? Por que não propor melhorias ao invés de esperar que algo aconteça. Por que não ser o agente que FAZ ACONTECER?

What if...? Why not? Make it happen!

27/11/2008 - Publicidade x Marketing x Design: Visão do filho da puta.



O atendimento chega para o diretor de arte e fala "Oi, tudo bem? Como está o humor hoje? Então, o Fulano do Hospital blablabla pediu para desenvolver um brinde para dar para os clientes vips". Sai da sala. O diretor de arte, que já fez algumas poucas peças para este cliente, olha para aquele imenso retângulo branco, olha para o atendimento que lhe deu as costas e saiu da sala. De repente o atendimento volta e fala "Ah, me esqueci. É pra amanhã ok? Beijinhos!". O diretor de arte faz uma agenda e uma arte (eu disse 'uma' não 'a' arte) e o diretor de criação vira e fala "Ow, ficou 'doidimais' véi!". O diretor de criação então, esgotado por ter saído da agência às 23h, ter chegado em casa a 1am e acordado às 6am para estar lá às 8am, envia as peças para o atendimento, que envia para o cliente, que aprova a peça e então é enviado aos clientes vips.

Como filho da puta que sou e sempre fui, o meu maior prazer é identificar falhas em processos e corrigí-los. Se são lentos, torná-los rápidos. Se são ineficazes, torná-los eficazes. Se são errados, torná-los certos. Sim, este é o papel de um filho da puta, mais precisamente EU. O maior inimigo do setor financeiro e do diretor da empresa que se refere à 'gargalo' utilizando erroneamente o termo 'gap'. Eu sou o filho da puta. Não corrijo pessoas, e sim processos. E faço isso BAMN (By any means necessary. Ridicularizando os termos utilizados em empresas como FYI 'For your information' ou outras babaquices como chamar os funcionários de colaboradores)

O que tem de errado na historinha que contei? Inicialmente nada. E vai continuar não tendo nada de errado, dependendo do ponto de vista. Se você é um diretor de arte, vai ficar puto porque vai ficar balançando a cabeça e falar "é isso mesmo que acontece! Tomar banho viu!?". O atendimento vai se sentir no direito de falar "Pô! O que que eu fiz de errado?". O diretor vai falar "ué, mas o trabalho foi feito". O cliente vai falar "ué, mas eu recebi um brinde e repassei para os meus consumidores VIPs". OK. ok. E o filho da PUTA do cara de marketing? Ele deve estar em um canto sentado na cadeira da sua sala, mordendo a tampa da caneta Bic colocada carinhosamente na bundinha da caneta para não perder, olhando para aquela agenda com os olhos fixos nas imagens e grafismos utilizados, e pensando: "Mas... o que isso tem a ver com o meu hospital?". O consumidor pega a agenda e diz "Hey! Ganhei um brinde lá do hospital. É uma agenda! Divanilde! Vem cá! Ta precisando de uma agenda? É 2009!".

BOOM! E então, toda a estratégia de marketing explode, como num atentado terrorista, matando milhares de pessoas. A imagem que tanto se custou a construir, evapora, e se restringe a um brinde que nem pro consumidor ficou, e sim, foi passado pra frente.

Drama? Exagero? Para nós do marketing e publicidade não.

Diariamente não medimos esforços para nos certificarmos de que estamos 1) criando o produto certo para o cliente, 2) comunicando de forma eficiente e eficaz para o cliente, 3) Garantir a entrega do produto ao consumidor e 4) Certificar de que ele amará meu produto mais que o fundador da empresa. (sim, isto é possível). A grande questão é que, se isso não estiver amarrado em todas as fases do processo de produção de um simples brinde, não causará o impacto necessário para fidelizar o cliente.

A questão que quero abordar aqui é que muitas das vezes as equipes não se interagem de uma forma que esteja claro para todos a importância do desenvolvimento das peças publicitárias, ou até mesmo das ações de marketing. Com a correria do dia-a-dia, acaba que o pensamento estratégico é deixado de lado e a produção e venda é feita de qualquer jeito, pois o que importa agora são as margens de lucro. Isso é errado.

Quando não se conhece o público para qual está sendo destinada tal peça, o que tende a acontecer é a criação de uma peça genérica, sem o grande fator predominante que é da customização. O cliente, ao ver a peça que poderia ter sido enviada para qualquer tipo de pessoa, de qualquer 'demografia', não vai sentir o mesmo impacto. Alguns profissionais ainda insistem no modelo antiquado de marketing que é de produzir e depois enfiar no cliente guela abaixo e ainda ter a audácia de dizer "Ta pegando o boi que ta ganhando". O pior é que isso acontece.

São poucas empresas que tem condições de pagar por pesquisas de mercado, aluguéis de salas espelho, ou contratação de moderadores, principalmente as empresas menores. O maior problema é que não existe sequer o interesse em se preocupar com o que o cliente realmente necessita. Se for uma empresa de serviços então, o problema triplica! O cliente não está sendo ouvido, não está sendo interpretado, não está sendo atendido da forma como ELE gostaria que fosse, e a empresa continua achando que o cliente está satisfeito, afinal, continua ligando para pedir os serviços.

Os diretores de agências de comunicação menores deveriam se conscientizar de que precisam ter um diferencial principalmente nos seus processos e equipes. As equipes que forem pouco experientes (ou sem nenhuma experiência), precisam ser acompanhadas e treinadas constantemente, visando o aumento na qualidade dos serviços e consequentemente no aprendizado rápido dos processos.

Infelizmente não é isso que tenho observado acontecer tanto nas micro empresas quanto nas pequenas agências. Estes novos funcionários são jogados na linha de produção (no melhor estilo 'Tempos Modernos') e ai deles se reclamarem. Estou falando tanto dos funcionários de micro empresas como de funcionários de agências de comunicação.

O que vejo então, no final, são peças genéricas, ações não alinhadas com os interesses da empresa, consumidores 'brindados' e o ciclo se recomeça.

Agora, vou escrever sobre a minha nova postura: WHAT IF...?

terça-feira, 25 de novembro de 2008

War without End!



Ah,quer saber? Eu vou é fazer é tudo mesmo! Essa guerra minha nunca vai ter fim!

♫ WAR WITHOUT END!
No remorse. No repent.
We don't care what it meant.
Another day. Another death.
Another sorrow. Another breath ♫

(No remorse - Metallica)

(P.s.: As vezes as músicas falam por mim. Ta bom, ta bom. TODAS as vezes)

segunda-feira, 24 de novembro de 2008

5 days. 0 posts

Né?! Pois é. Não estou postando nada porque realmente não tem nada que esteja me atraindo muito a atenção.

Tenho lido algumas coisas tipo Claudia, Nova e Capricho para conhecer melhor o que as mulheres andam lendo, mas não vejo nada de tão diferente. São sempre os mesmos assuntos. Na NOVA é só putaria, fetiches, como deixar seu parceiro louco, coisas para ele ler, o poder das fantasias sexuais. A Claudia continua com as dicas de como acabar com a celulite, dicas de óculos, maquiagem, coisas pra nenem, e etc. A Capricho tem aquelas coisas de "use o que a celebridade está usando" e "veja que batom fulana usa" vendendo a marca e as celebridades.Tem o tal do Jonas Brothers que está fazendo a cabeça de um nicho bem específico (sem comentários).

Ou seja, cereja. Nada de novidade.

Ah, sim! Ontem eu li a matéria da IstoÉ. A revista está completamente voltada para os homens (logicamente), desde os anúncios, reportagens, reviews, etc. Tem partes voltadas para as mulheres também, principalmente a matéria da capa. Está bastante curiosa, mas sem novidades. Vale a pena dar uma conferida.Adoro quando os veículos se adaptam à matéria de capa. Fica engraçado.

No mais o serviço ta um saco, não posso fazer nada que presta, não quero ser pro ativo pois não compensa. Ninguém lançou estratégia inovadora, a subway abriu novas lojas, mas só mais um bando de bla bla bla. O dolar abriu com queda de 3%, depois pulou pra 4% e esta sendo cotado a R$2,38. Grandes merdas, porque continua uma merda. No Estado de Minas eles falam sobre uma pesquisa com jovens entrantes no mercado de trabalho e sobre a dificuldade de se conseguir o primerio emprego, sobre as expectativas com relação ao salário e carreira e blaaa blaa blaa, same old fuckn' shit that nobody has an answer.

A aula do Paulinho ta normal. Mesmo assunto das aulas passadas e coisas que eu estudo diariamente. Não aguentei e tive que comentar que eu precisava de uma aula extra que era de "Como convencer o seu chefe das coisas que ele precisa fazer". Meu comportamento é um pouco infantil, mas o boicote às coisas idiotas me faz rir. Ainda mais porque eu sou um bossal em treinamento, pago com merda para fazer o máximo possível. Bem capaz.

Ah, outro motivo por eu não estar postando é porque as vezes eu duvido muito do meu potencial para o marketing. Algumas coisas eu tenho certa repulsa, e não consigo entender. Essa é uma delas.

fuck it all. Who cares? Meu estômago ta colando nas costas...tchau.