sexta-feira, 7 de novembro de 2008

06/11/08 - Comprovado: NÓS CONSUMIMOS MARCA



Não adianta chorar o leite derramado. É fato comprovado. Nós consumimos marcas, e não produtos.

Ontem na aula de Gestão de marcas e produtos (branding), Glauco Assis realizou a dinâmica que tanto esperávamos: a degustação dos produtos para comprovar sua teoria de que mais de 50% da turma não iria diferenciar um produto do outro. E foi fato.

Apesar de muitos colegas (vergonhosamente) terem ido embora antes mesmo da dinâmica começar, degustamos os produtos (eu inclusive), e esta rendeu, além do excelente clima descontraído e divertido na sala, uma experiência contagiante e comprobatória da teoria e da prática.

Botamos pra brigar os alguns produtos como:
  • Coca-Cola X Pepsi
  • Refrigerantes sabor cola (Schin, Coca, Coca Zero, Coca Light, Pepsi)
  • Suco Mais X Suco Goody (carinhosamente chamados de "Soma X Godoy)
  • Yakult X Chamyto
  • Chambinho X Danoninho
  • Kuat Zero X Guaraná Zero
  • Wafer Bauducco X Wafer Aymoré
  • Bombom Serenata de Amor X Bombom Sonho de Valsa
  • Chocolate ao leite Garoto X Chocolate ao leite Nestlé
  • 2 águas de coco que não lembro o nome
  • Duas águas que eu também não lembro o nome
  • Biscoito Agua e Sal X Cream Cracker (ambos da Aymoré)
  • ...entre outros


O resultado foi sensacional. Confundiram Coca-Cola com Pepsi, detestaram os sucos Goody, o Toddynho do Nescau, os bombons Serenata de Amor com Sonho de Valsa. Confundiram vários. O índice de acerto podemos dizer que foi de 25%.

O que pudemos comprovar é que muitas das vezes o trabalho de gestão da marca é tão bem feito, que pagamos caro por uma marca cujo produto tem as mesmas características dos produtos da concorrência, muitas vezes com diferenças de preço de quase 100%.

Deixando bem claro, não é uma questão de "enganar o consumidor" que muitas pessoas pensam. É importante ressaltar que em uma era onde os produtos estão ficando cada dia "comoditizados", ou seja, completamente parecidos, a necessidade de se investir em diferenciais é simplesmente uma questão de sobrevivência da marca no mercado. Não enganamos os consumidores e fazemos com que eles paguem um preço injusto pelo determinado produto. Alguns produtos são mais bem acabados, que envolvem custos de produção diferentes, e isso agrega valor ao produto de tal forma que é percebido pelo cliente e portanto neutralizam muitas das vezes o fator preço e as ações da concorrência. Mas depois faço um posto só sobre isso.

Compartilho da mesma teoria de Porter: as barreiras de entrada de novas marcas no mercado muitas vezes são provocada pelos próprios entrantes, uma vez que não investem na marca. Entendamos marca como "nome diferenciado, um símbolo (tal como um logotipo, ou desenho de embalagem) e/ou um apelo destinado a identificar bens e serviços de um vendedor ou grupo de vendedores, sinalizando a procedência do produto/serviço, protegendo-o e diferenciando-o do concorrente similar". Em síntese, é tudo o que envolve o produto em si (insumos, qualidades, benefícios) e o sua extensão (conceito, abordagem, identificação com o público, apelo).

Revi meu conceito sobre vários produtos. Uns mais consumidos que os outros, mas uma coisa ficou clara: nós não consumimos produtos, e sim MARCAS.

quinta-feira, 6 de novembro de 2008

06/11/08 - Kit Café 3 Corações: Marketing de Relacionamento / Promocional

Participei da promoção "Inverno perfeito", promovida pelo Café 3 Corações. O processo foi bem interessante, por isso resolvi fazer o podcast e depois o video do kit que eu ganhei. Achei necessário gravar para vocês verem como simples premiações, baratas e fáceis, fazem toda uma diferença. A credibilidade vai lá em cima, a confiança também, e acaba tornando a compra de café, neste caso, quase automática.

Confiram o PODCAST aqui. Tem 5 minutos mas eu conto o que aconteceu de "diferente". Não reparem na minha voz, afinal agora são 01:29 da manhã e tenho quase que sussurrrar para não acordar o povo aqui.


e o vídeo do kit.


Valeu Café 3 Corações!!! Ta na web com 'two thumbs up'!
Espero que gostem e perdoem pela qualidade do vídeo, mas estou juntando uma grana pra comprar uma filmadora.

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

05/11/08 - Categorias de inovação: curva ou escada? Fases ou batalhas?


Durante toda a apresentação do Kenji hoje (que foi excelente, diga-se de passagem) fiquei imaginando uma série de coisas. Tinha uma série de perguntas, curiosidades mas preferi ficar quieto para não atrapalhar o grupo.

Analisando a curva formada pelas compras efetuadas por diferentes consumidores em diferentes intervalos de tempo, observa-se que há relação direta com o próprio ciclo de vida do produto.

E daí que minha teoria é que estas etapas não devem ser encaradas simplesmente como um processo natural e sim etapas são extremamente desafiadoras e precisam ser VENCIDAS. Acredito que não deva ser encarado como simples fases do processo de introdução de um novo produto no mercado, mas como batalhas de vida ou morte.

Para nós que trabalhamos com marketing (seja produto ou serviço), temos que ficar atentos principalmente aos diferenciais que podemos obter e analisar ao máximo as possíveis reações de todos estes "targets", e não ir remediando a cada impasse que se tenha com cada etapa. É importante que consigamos trazer o máximo de consumidores possíveis para o campo dos Early Adopters/majority, simplesmente pelo fato de podermos identificar a tempo possíveis falhas nos nossos produtos, fazendo com que possamos reagir e combater os problemas a tempo e proporcionar maior vida longa ao produto.

Case próprio. Eu particularmente sou uma pessoa muito cética para consumos. O que define uma boa compra pra mim são os benefícios, utilidade e durabilidade dos produtos e, se possível, tudo isso para um médio prazo, e depois a marca. Esperei o tal do iPhone sair mas, ao invés de ficar escutando as propagandas, estava pensando:
- "Estranho... O iPhone ta aqui e... cade a Motorola, Nokia, Sansumg, Sony, Erickson, LG? Saíram assustadas? Não! Estavam sob sangue, suor e lágrimas criando um modelo de celular que cumpriesse todas as premissas, como o iPhone. Então, vamos esperar". Não deu uma semana para o G1 sair, o LG, a Samsung, o Nokia Tube e, por fim (será?), meu glorioso Blackberry Storm.

Ou seja, apesar da estratégia de negócio seja não lançar os produtos extremamente completos, para não impossibilitar a evolução e possíveis diferenciações para quando a concorrência estiver copiado o produto inteiro, mas de pensar principalmente no final, no target da ponta que são os que talvez nem comprem ou vão esperar o 'hype' passar para comprar, pois estes podem vir a ser os early adopters e se forem bem trabalhados, se transformam em heavy users.

Agora eu vou dormir porque eu já não sei nem o que estou escrevendo.

hugs!

05/11/08 - Subculturas de Idade



Trabalho finalizado. 67 slides com explicações, fotos e alguns cases. Evidentemente que foram feitos para servirem de referência.

Com certeza o aproveitamento com esse estudo foi de 100%, ainda mais se tratando de algo tão próximo de nós que são as 4 gerações.

Divirtam-se clicando aqui. Está disponível para download (claro neh). Coloquei um embeded aqui embaixo só pra "canja" do issuu.com



obs.:

05/11/08 - Não acontece todos os dias

Não me considero um bloggeiro nato, tampouco um web 2.0 uau puxa geek lord supremo da globalização tecnológica inshalá muito "ôro", mas eu sempre gosto de contribuir no que for possível com os outros, de uma forma geral.

O melhor é quando eles recebem as sugestões, respondem e ainda usam. Fico besta *>*

Pra galera do CQC (Custe o que Custar. Todas as segundas às 22:30 nda BAND)


Pro Antônio Tabet, Kibeloco.com.br (de segunda a segunda, qualquer hora do dia :P)

terça-feira, 4 de novembro de 2008

04/11/08 - Sem comentários



"Apesar da crise, a Diageo anuncia que não irá rever metas para 2009, no Brasil. A marca com quase 250 anos já enfrentou duas guerras mundiais, a quebra da bolsa nos EUA em 1929, a criação de alguns países, o desaparecimento de outros, o surgimento da luz elétrica e muitos outros fatos marcantes. "Não é essa crise de agora que irá mexer com os nossos negócios", diz Paul Walsh, CEO mundial da Diageo."

Eu imagino como foi a reunião. O CEO, depois de apresentar o plano de negócios, ao lado, claro, do gerente de marketing, diz:
- Alguma pergunta? Comentário? Alguém quer acrescentar algumam coisa?
(lá na última carteira, à esquerda, está o gerente financeiro suando feito tampa de marmita, enxugando com o lenço de algodão egípcio)

Como diz o Fred: "Chorei..."

04/11/08 - Skol lança "Litrão"


"Depois de chegar ao sul de Minas Gerais, Triângulo Mineiro, Paraná, Santa Catarina e interior de São Paulo, a novidade estréia nos pontos-de-venda do Rio de Janeiro e de São Paulo nesta semana"


Sim!!! Anos depois volto a postar no blog. A verdade é que eu estou completamente travado por causa da apresentação de Pesquisa de mercado e Comportamento do consumidor, mais o texto MARCA de Branding. Me perdoem :)

É no mínimo curioso uma notícia dessas. Tanto se fala em beber com moderação e acabam de lançar 400ml A MAIS de cerveja. Acho que é pra quando o guardinha parar, os bebuns irresponsáveis falarem "Pô Seu Guarda, mas foi só uma garrafinha". Isto-é-uma-vergonha (no melhor estilo Bóris Casoy)

Mas não vou tirar o mérito da Carolina Faria, gerente de inovações da marca. Tanto a inovação quanto à adequação do produto à realidade do mercado foi uma jogada espetacular. Por que ninguém fez isso antes? Tenho que reconhecer que assim como a Coca-Cola fez com a pet 3L, voltada para o consumo familiar, a Skol acertou de vez.

Mas com essa notícia vieram alguns questionamentos.

1) Tanto se fala em beber com moderação, e agora oferecem mais 400ml de cerveja, ou seja, tornando mais acessível o consumo de mais cerveja com menos esforço?!
2) Estas garrafas de 1L vão chegar aos bares ou vão se concentrar nos hipermercados?
3) Será que a moda vai pegar e vão aumentar também o tamanho do cigarro?

Eu não bebo e não fumo. Particularmente me preocupo é com nossos filhos que, apesar de eu não ter ainda, estarão sendo bombardeados por propagandas mostrando lifestyles praticamente inatingíveis tendo em vista a realidade na qual estamos inseridos. E o pior, vou gastar muito para manter o meu filho o mais longe possível dessa cultura de meia dúzia de beberrões irresponsáveis, prostitutos e viciados em cigarros, tudo em busca da aceitação social. Felizes os que sabem beber de forma moderada e responsável. Os que fumam.... bem... se é que existe consumo moderado, deveriam parar.

Bela jogada da Skol. Ao vencedor, as garrafas!